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É possível desenvolver uma série de exercícios
que ajudem os bandeirinhas a melhorar a percepção do que acontece ao redor
do foco de visão. O oftalmologista
Pedro José Monteiro Cardoso explica que a visão periférica existe
naturalmente em todas as pessoas que possuem campo visual normal”. “A
diferença está entre os que exercitam mais ou menos a visão de
profundidade, desenvolvendo uma habilidade apreciável entre os
participantes de um jogo de futebol: vigiar melhor o adversário e julgar
mais precisamente os lances da partida”.
Estudos realizados na Central Oklahoma
University pela doutora Darlene A. Kluka, já apresentam uma série de
exercícios onde o atleta mantém o foco diretamente em frente e,
simultaneamente, ele reage a um alvo que se move rapidamente no seu campo
periférico.
Esse trabalho tem sido aplicado com
jogadores de basquete e lutadores de artes marciais da escola. “Com
treinamento apropriado, objetos que parecem indefinidos, podem se tornar
mais claros e perceptíveis. “Com isso, a reação será muito mais rápida”,
explica a autora do estudo.
Nos próximos dias, a FPF vai anunciar o que
será feito neste campo. A partir desta terça-feira, os juízes e bandeiras
da FIFA – que pertencem ao quadro de São Paulo – começam os treinamentos
para a próxima temporada.
A cobrança que o coronel Marinho vai fazer
será muito maior do que em anos anteriores. Erros básicos serão punidos
mais severamente. Ao mesmo tempo, o homem forte do apito quer dar mais
instrumentos (preparo físico, padronização das interpretações das regras,
aulas teóricas e até desenvolvimento da visão) para seus comandados.
Fonte: Luciano Borges - Blog do Boleiro |