Federação Paulista melhorará visão periférica de árbitros e auxiliares

13 de novembro de 2009 - Exercícios que melhorem a visão periférica de árbitros e auxiliares. Esta é uma das tarefas que os oftalmologistas do Centro Especializado de Medicina Avançada (Cema) terão a fim de ajudar a turma do apito do futebol paulista na temporada de 2010.

Na tarde desta sexta-feira, na Federação Paulista de Futebol, a Comissão Estadual de Arbitragem discutiu o assunto com representantes do Cema. O coronel Marcos Marinho quer que seus comandados tenham um olhar mais afiado em campo. Para isso, vale recorrer a estudos realizados nos Estados Unidos.

É possível desenvolver uma série de exercícios que ajudem os bandeirinhas a melhorar a percepção do que acontece ao redor do foco de visão.

O oftalmologista Pedro José Monteiro Cardoso explica que a visão periférica existe naturalmente em todas as pessoas que possuem campo visual normal”. “A diferença está entre os que exercitam mais ou menos a visão de profundidade, desenvolvendo uma habilidade apreciável entre os participantes de um jogo de futebol: vigiar melhor o adversário e julgar mais precisamente os lances da partida”.

Estudos realizados na Central Oklahoma University pela doutora Darlene A. Kluka, já apresentam uma série de exercícios onde o atleta mantém o foco diretamente em frente e, simultaneamente, ele reage a um alvo que se move rapidamente no seu campo periférico.

Esse trabalho tem sido aplicado com jogadores de basquete e lutadores de artes marciais da escola. “Com treinamento apropriado, objetos que parecem indefinidos, podem se tornar mais claros e perceptíveis. “Com isso, a reação será muito mais rápida”, explica a autora do estudo.

Nos próximos dias, a FPF vai anunciar o que será feito neste campo. A partir desta terça-feira, os juízes e bandeiras da FIFA – que pertencem ao quadro de São Paulo – começam os treinamentos para a próxima temporada.

A cobrança que o coronel Marinho vai fazer será muito maior do que em anos anteriores. Erros básicos serão punidos mais severamente. Ao mesmo tempo, o homem forte do apito quer dar mais instrumentos (preparo físico, padronização das interpretações das regras, aulas teóricas e até desenvolvimento da visão) para seus comandados.

Fonte: Luciano Borges - Blog do Boleiro

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